segunda-feira, 19 de abril de 2010

(Lição 06) Os riscos do piercing na língua

Estudos mostram que o adorno causa inflamações e até lesões que podem levar ao câncer
Por Luciana Ayli Santos

O crescente interesse estético, a autoconfiança cada vez mais requisitada pela “tribos dos adolescentes”, faz com que os jovens por volta dos seus 14 ou 15 anos coloquem piercing em alguma parte de seu corpo. Por isso, é muito comum o piercing na cavidade oral, onde o local de eleição é a língua, com 81%, e no lábio 38,1%. A jóia oral pode estar colocada em um ou múltiplos locais. Aqueles que usam ou que pretendem adquirir um precisam primeiramente saber dos riscos que estão correndo, uma vez que a mucosa da boca é bastante sensível, ao contrário da pele. Portanto, exigirá cuidados especiais, por ser mais vulnerável a lesões.

Pesquisas mostram que em 100% dos usuários houve alteração dos tecidos na cavidade oral. Os resultados das biópsias variaram de processos inflamatórios crônicos, hiperplásicos, papiloma e granuloma piogênio até lesões que podem levar ao câncer, como leucoplasias e displasias. Mesmo com boa higiene oral, os adeptos não estão livres das doenças. Tivemos aqui no consultório casos em que verificamos fratura dental por parte do piercing lingual e relato sobre os incômodos e inconvenientes do “brinco”,mas sua vaidade falava mais alto. Alguns adolescentes tiram suas dúvidas para a futura colocação e tentamos conscientizá-los da melhor forma possível.


Além das alterações citadas acima, do ponto de vista intrabucal, o piercing também pode provocar traumas dentários, quebrando o esmalte e a dentina do dente e em alguns casos estendendo-se à polpa (nervo). Nestes casos, teremos que tratar canais dos dentes e reconstruí-los, muitas vezes, com coroas (prótese unitária). Outro problema são as periodontopatias (problemas nos tecidos gengivais), por haver maior acúmulo e bolsas periodontais (deslocamento da gengiva) e descalcificações, podendo causar lesões cervicais cariogênicas (processo carioso).

Temos ainda o problema do mau hálito que está associado a feridas, alergias às jóias, infecções e inflamações locais. A literatura médica relaciona o piercing com hepatites, endocardites (problema cardíaco), hemorragias, esofagite, asfixia e aids. Foram consultadas mais de 1.000 referências para elaboração do estudo. Devido a todos esses transtornos que podemos ocasionar em nós mesmos, é importante antes de tomar uma decisão haver uma concientização sobre os perigos e riscos a que estaremos sujeitos, pois o prejuízo será estritamente nosso. Não podemos esquecer, que teremos também o incômodo dos primeiros dias ou semanas, com dor, edema (inchaço), dificuldade mastigatória, dificuldade da fala e hipersalivação.

Caso você já tenha o aparato na boca, é necessário um acompanhamento clínico rigoroso para advertência e prevenção de futuros problemas, afinal, quanto maior o tempo de uso, maiores as chances de contrair doenças.

Fonte: http://www.terra.com.br/istoegente/246/saude/index.htm

(Lição 06) Tatuagens: apagando o passado

Uma legião de trintões chega a pagar o equivalente a um carro popular para arrancar da pele as tatuagens feitas na adolescência.


Por ROSÂNGELA BAíA e ALEXANDRE MANSUR

Os colegas de trabalho de Erica Moro, consultora de marketing, foram os primeiros a notar a mudança de estilo. Aos 30 anos, ela trocou as calças por saias e vestidos. 'Perdi a vergonha de mostrar as pernas', conta. A vitória não foi fruto de nenhuma passagem pelo divã de um analista, mas resultado de cinco sessões de laser. Erica apagou a flor vermelha que tinha desde os 17 anos na batata da perna direita. 'Na hora da tatuagem, foi uma curtição. Depois, virou um problema', diz. Erica fez o desenho de graça, mas desembolsou R$ 2.500 para removê-lo.

Como Erica, centenas de homens e mulheres têm buscado clínicas e consultórios para eliminar psicodélicos vestígios da adolescência. A rede de estética Dicorp, com sete unidades no país, lançou o serviço no ano passado. Em 2003, a procura dobrou. O Hospital Albert Einstein, de São Paulo, desde 2000 vem duplicando ano a ano o número de pacientes. No Leblon Laser Center, no Rio de Janeiro, uma das principais clínicas do país, há fila de espera para iniciar o tratamento.

Apagar uma marca feita para ser eterna custa caro, dá trabalho e dói um bocado. Para fazer uma tatuagem, gastam-se no máximo R$ 200. Para arrancá-la do corpo, são necessárias de seis a 12 sessões, a R$ 500 cada uma. A vendedora Lizandra Alves, de 29 anos, já pagou R$ 3 mil - 20 vezes o valor da tatuagem - e ainda está na metade do processo de remoção. Ela sonhava desde menina com um desenho no corpo. O pai nunca deixou. No ano passado, tomou coragem e mandou estampar uma flor em verde-escuro na lombar, por R$ 150. Dessa vez, foi o marido que reprovou. Casada há menos de dois anos, Lizandra capitulou. Dois meses depois de fazer o desenho, procurou uma clínica para apagá-lo. 'Recebemos cada vez mais gente com tatuagens recentes', conta Alexandre Filippo, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. 'Como virou modismo, as pessoas procuram o tatuador sem pensar que podem se arrepender mais tarde.' São justamente as marcas mais recentes, segundo um estudo do Centro de Laser e Cirurgia de Pele de Nova York, as mais difíceis de eliminar.

A maioria dos arrependidos está na faixa dos 30 anos. É o efeito retardado da popularização dos símbolos de irreverência nas décadas de 80 e 90. Passada a adolescência, os tatuados entram no mercado de trabalho e o desenho na pele vira um estorvo. Especialistas em recursos humanos não recomendam. 'Quem quer construir uma carreira corporativa deve analisar o perfil da empresa antes de fazer uma tatuagem. Os bancos, por exemplo, são muito conservadores', alerta Eline Kullock, do Grupo Foco, que seleciona profissionais para multinacionais.

Quando tinha 16 anos, o paulistano Antônio Ramalho se empolgou com a tatuagem de uma paisagem colorida no ombro esquerdo. Depois, enjoou do visual. Mais ainda quando se formou em Direito. Aos 33 anos, advogado, quer prestar concurso para magistratura e submete-se a sessões de laser para apagar a marca. 'Apesar de não haver nenhuma lei regulamentando isso, acho que não fica bem exercer a função de juiz com a tatuagem exposta. Principalmente em uma comunidade menor', diz.

A técnica mais eficaz de remoção usa um aparelho de raio laser. A luz é aplicada sobre o desenho para alcançar os glóbulos de tinta, situados a 0,3 milímetro de profundidade na pele. Provoca uma reação química que desestabiliza o corante e facilita sua absorção pelo organismo. O raio destrói com mais facilidade os traços de tinta escura. 'Tatuagens com tons de vermelho, verde ou amarelo levam mais tempo para sair', explica o dermatologista Mário Grinblat, do Hospital Albert Einstein. De lembrança, o paciente herda apenas uma mancha com pigmentação mais clara ou mais escura que o tom normal da pele. A opção mais barata de tratamento é a combinação de ácido com raspagem da pele. Custa 30% menos que o laser e funciona para tatuagens pequenas. O futuro deverá trazer métodos mais simples para exterminar o passado. Um creme chamado imiquimod, pesquisado pela Schering, já conseguiu retirar tatuagens feitas em animais. A eficácia em humanos ainda está sendo testada. Até lá, é melhor pensar dez vezes antes de tatuar o corpo.


(Lição 06) Os fatos sobre o Halloween

No dia 31 de outubro muitas pessoas irão participar de festas de "Halloween", popularmente chamado de "Dia das Bruxas" no Brasil.


Essa festa aparentemente inocente tem estreita ligação com práticas ocultistas, mesmo que muitos não percebam isso.

Sua origem data de tempos antigos, quando os druidas (magos de origem celta) realizavam cerimônias de adoração ao "deus da morte" ou ao"senhor da morte" em 31 de outubro. Isso acontecia na cerimônia "Samhain" durante o festival de inverno, na qual eram oferecidos sacrifícios humanos. Essa prática ancestral foi sofrendo alterações com o passar do tempo. A Igreja Católica posteriormente tentou cristianizar o "Samhain ", declarando o1º de novembro como o Dia de Todos os Santos e o 2 de novembro com o Dia de Finados, sendo que em ambas as datas os mortos eram lembrados.

Nos Estados Unidos essa festa é muito comum e tem forte apelo comercial, sendo também tema de vários filmes de horror. A imagem de crianças vestidas com fantasias "engraçadinhas" de bruxas, fantasmas e duendes, pedindo por doces e dizendo "gostosuras ou travessuras". Há algum tempo, o Brasil tem se deixado influenciar por muitos aspectos que não fazem parte de sua cultura e tem celebrado essa festa em escolas, clubes e até em shopping centers.

Diante dessa realidade, devemos nos questionar: Halloween está relacionado às práticas ocultistas modernas?

Mesmo que hoje em dia Halloween seja comemorado de uma maneira inocente por muitos jovens, ele é levado a sério pela maioria das bruxas, membros do movimento neo-pagão e ocultistas em geral. Antes de continuarmos, devemos destacar que a associação histórica e contemporânea do Halloween com o ocultismo causaram uma espécie de "efeito híbrido" na maior parte da sociedade, de modo que a comemoração do Halloween não é, necessariamente, uma prática totalmente inocente. Ao ler vários relatos sobre o Halloween, pode-se ficar impressionado com o grande número de práticas de superstições e de adivinhação envolvidas com ele. Algumas das superstições e todas as práticas estão relacionadas com o ocultismo.

É preocupante o quanto as superstições podem controlar ou dirigir a vida de uma pessoa de maneiras terríveis. Mais ainda, as verdadeiras práticas de adivinhação sempre trazem conseqüências. Na verdade, desde as décadas finais do século dezenove, o Halloween tem sido lembrado como um período "para se usar amuletos, lançar maldições e se fazer adivinhações". Como já dissemos, isso está relacionado aos antigos druidas, pois o "Samhain" marcava o início de ano novo, o que resultou num interesse em adivinhações e previsões sobre o que o próximo ano traria.

No Halloween se cria (e ainda á assim em certos lugares) que seguir um ritual em particular pode fazer com que a imagem do seu futuro cônjuge apareça atrás de você: "Muitas crenças surgiram sobre como invocar a imagem do futuro esposo ou esposa de alguém. As garotas criam que caso alguém ficasse diante do espelho, comendo uma maçã, à meia-noite, a imagem de seu futuro esposo apareceria de repente diante dela. Se nenhuma imagem aparecesse, isso significava que a garota ficaria solteirona".

No sul dos Estados Unidos há um costume baseado na crença dos druidas de que o desespero de uma vítima de sacrifício humano podia revelar previsões para o futuro. "Punha-se fogo numa tigela com álcool, e atirava-se no fogo ‘oferendas’ tais como figos, cascas de laranja, passas, castanhas e tâmaras envoltas em papel alumínio. A garota que tirasse a melhor das oferendas do meio do fogo iria conhecer seu futuro esposo dentro de um ano".

A preocupação com tais atividades pode ser vista na seguinte declaração do Livro Americano dos Dias (American Book of Days): "Vários meios de adivinhação do futuro eram usados no Halloween e os resultados eram aceitos com toda seriedade". Em outras palavras, quando estamos lidando com tentativas sérias de adivinhar o futuro – seja em relação ao futuro em geral, ao futuro cônjuge, ou sobre a vida e a morte - as conseqüências na vida das pessoas podem ser muito maiores do que simples brincadeiras.

Hoje em dia outras práticas ocultistas estão presentes no Halloween. Em New Orleans o "Museu do Vodu apresenta normalmente um ritual de Halloween no qual as pessoas podem ver rituais de vodu reais". Na cidade de Salem, estado de Massachusetts, um festival de Halloween acontece de 13 a 31 de outubro incluindo uma mostra de parapsicologia.

Na bruxaria moderna o Halloween também é considerado uma noite especial. Um livro conhecido sobre o movimento neo-pagão relata o seguinte sobre esses dias importantes de celebração da bruxaria: "As grandes cerimônias de sabbat são: o ‘Samhain’ (Halloween), o Ano-Novo celta (nesses dias acredita-se que os portais entre os mundos estão enfraquecidos, e então ocorrem contatos com os ancestrais), ‘Oimelc’ (1º de fevereiro, festival da purificação de inverno)... ‘Beltane’ (1º de maio, o grande festival da fertilidade)... diferentes linhas da bruxaria... tratam esses festivais de maneiras diversas. Mas quase todas as linhas celebram pelo menos o ‘Semhain’ e o ‘Beltane’". Algumas bruxas tiram o dia de folga de seu trabalho para comemorarem essa data especial para elas, enquanto outras chegaram a tentar o fechamento das escolas para a comemoração desse grande sabbat.

Muitos grupos satânicos também consideram o Halloween uma noite especial, em parte porque ele "tornou-se o único dia do ano em que se acredita que o diabo possa ser invocado para revelar os futuros casamentos, problemas de saúde, morte, colheitas e o que acontecerá no próximo ano". Na verdade a bruxaria e o satanismo têm certas semelhanças. Mesmo que sejam coisas distintas, e mesmo que se dê legitimidade às declarações do movimento neo-pagão que desdenha o satanismo, devemos lembrar o claro ensino bíblico de que o diabo é a fonte de poder por trás da bruxaria e de todas as formas de ocultismo. A ex-bruxa Doreen Irvine declara: "a bruxaria negra não está distante do satanismo... Praticantes da bruxaria negra têm um grande poder e não devem ser subestimados... Eles podem até exumar covas recentes e oferecer os corpos em sacrifício à Satanás".


Além disso tudo, o costume de pedir balas e doces fantasiados de bruxas, vampiros, fantasmas, etc., que é comum nessa festa, está relacionado com os espíritos dos mortos na tradição pagã e até católica. Por exemplo, para os antigos druidas "os espíritos que se acreditava andarem de casa em casa eram recepcionados com uma mesa farta para um banquete. No final da refeição, os habitantes da cidade fantasiados e com máscaras representando as almas dos mortos iam em procissão até os limites da cidade para guiar os fantasmas para fora". As máscaras e fantasias usadas no Halloween podem ser relacionadas também com a tentativa de certas pessoas de se esconderem para não serem vistas participando de cerimônias pagãs ou ,como no xamanismo e em outras formas de animismo, mudar a identidade de quem as usa para que possa se comunicar com o mundo espiritual. As fantasias podem ser usadas também para afugentar espíritos maus.

Depois de fazermos essas considerações sobre o assunto, tendo em vista que o Halloween está associado a práticas de bruxaria e ocultismo, devemos analisar qual deve ser nossa atitude em relação a essa festa, que mesmo sendo vista secularmente como um passatempo tem implicações sérias.

Devemos nos perguntar: Que princípios bíblicos devem ser usados para discernir esse assunto?

As Escrituras nos dizem que o homem espiritual julga todas as coisas e que no futuro irá também julgar os anjos. Então somos competentes o suficiente para julgar assuntos triviais agora (1 Coríntios 2,15; 6.3). Se julgarmos todas as coisas e retermos o que é bom, abstendo-nos de toda forma de mal, estaremos cumprindo com nossa obrigação (1 Tessalonicenses 5.21,22). Então vamos examinar esse assunto para chegarmos a uma posição bíblica sobre o Halloween.

Se na celebração de Halloween existem atividades envolvendo práticas genuinamente ocultistas, as Escrituras são claras em afirmar que devem ser evitadas. Tanto o Antigo como o Novo Testamento fazem referência às práticas de bruxaria, encantamentos, espiritismo, contatos com os mortos, adivinhações e assim por diante – e todas essas coisas estão potencialmente ligadas ao Halloween.

"Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus" (Levítico 19.31).

"Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; ... Porque estas nações que hás de possuir ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR, teu Deus, não permitiu tal coisa" (Deuteronômio 18.10,11,14) .

"[Rei Manassés de Judá] queimou seus filhos como oferta no vale do filho de Hinom, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, praticava feitiçarias, tratava com necromantes e feiticeiros e prosseguiu em fazer o que era mau perante o SENHOR, para o provocar à ira" (2 Crônicas 33.6).

Em nenhum lugar na Bíblia vemos essas coisas como sendo aceitáveis diante de Deus. À luz desses versículos, ninguém pode argumentar logicamente que a Bíblia apóia tais práticas.

Extraído do livro "The Facts on Halloween"
John Ankerberg e John Weldon



(Lição 06) O negócio é "ficar"?


Todo o mundo aplaudiu quando finalmente Lígia "ficou" com Roberto. Ele era um "gatão"--bonito, atlético, inteligente. Mesmo que ele ainda não fosse crente, Lígia já o convidara para a reunião da mocidade. Todas as amigas ficaram com ciúmes. Todas, menos uma.

Kátia, sua melhor amiga, não acreditava que Lígia havia voltado atrás na sua decisão de não entrar na onda de "ficar". "Lígia, o que aconteceu? " ela interrogou. "Você disse que não queria nenhum envolvimento físico com um rapaz antes de assumir um compromisso sério. Você não é a mesma pessoa como antes . . ."
"Cai fora, Kátia. Nestes dias não dá pra gente resisitir. Todo mundo faz. Você está com ciúmes porque eu consegui o Roberto. Hoje, o negócio é ficar."

O que significa "ficar"? Uma reportagem da Veja entitulada "O Negócio é Ficar" o descreveu assim: "Ficar . . . transformou-se na definição de um pré-namoro, em que apenas abraços e beijinhos não têm fim--mas isso não significa que exista um compromisso entre os que ficam."

Em outras palavras, quem "fica" entra num relacionamento que inclui (e normalmente enfatiza) envolvimento físico sem nenhum compromisso de longo prazo.

A onda de "ficar" tem atingido uma grande porcentagem da nossa mocidade. Mas poucos têm avaliado biblicamente o que gosto de chamar "ficação". Para o jovem cristão, o negócio é ficar? Creio que a resposta é: não!! Além disso, creio que "ficação" é mais uma tentativa de Satanás para minar a pureza moral da nossa juventude, neutralizar seu testemunho, e, eventualmente, estragar seus futuros lares.

Existem pelos menos duas razões bíblicas porque o jovem cristão não deve seguir a moda de "ficar":
  1. Amizade bíblica implica em compromisso. O livro de Provérbios esclarece a natureza da verdadeira amizade: ela exige constância (Pv. 17:17, 18:24), lealdade (17:10), e compro-misso (17:17). Não é influenciada pelo "exterior" como bens materiais e aparências (19:4,6,7; 14:20,21). Sempre pensa no bem-estar do outro, não na sua própria gratificação, e não mede esforço para provocar melhoras no caráter do outro (27:17; cf. 27:5,6). A amizade verdadeira segue o padrão de amor em 1 Co. 13:4-8. O compromisso de se dar é muito raro em nossos dias, mesmo entre amigos, e praticamente inexistente no "ficar".
  2. Biblicamente, o envolvimento físico legítimo entre duas pessoas sempre exige compromisso sério entre elas, especificamente, casamento. A união física de duas pessoas reflete uma aliança (compromisso) entre elas (Pv. 2:17, Ml. 2:14, Gn. 2:24). Deus criou as expressões físicas de amor e intimidade como uma "escada biológica". No plano de Deus, cada degrau da "escada" leva naturalmente para o próximo, até alcançar o "topo", a consumação sexual. Deus deixa bem claro que esta experiência se reserva para casais casados (Hb. 13:4).
Mas deve-se perguntar se um casal tem o direito de subir qualquer degrau da escada quando não há compromisso, seriedade e intimidade interior nos níveis social, emocional, intelectual e espiritual. 1 Ts. 4:3-8 adverte contra o uso do corpo para satisfazer desejos impuros de uma forma egoista. A exploração do corpo de uma outra pessoa barateia tanto a pessoa quanto o propósito de Deus. Na Bíblia isso representa, na melhor das hipóteses, falsidade e hipocrisia, e na pior, fornicação e prostituição.

Além destas razões, existem algumas conseqüências sérias de "ficar". Mais uma vez, descobrimos que Satanás tem enganado a muitos para pensarem que ficar "não faz mal". Vários jovens já afirmaram para mim que estas conseqüências são a realidade em suas vidas.
  1. Você ganha uma "reputação" (cf. Pv. 5:3,5; 7:5-13). Todos os colegas sabem quem "fica" e quem não "fica", quem está "disponível" e quem não. Conforme a reportagem da Veja, os próprios jovens ainda policiam as meninas que "ficam demais". E "as garotas ainda temem ser mal compreendidas pelos rapazes." Isso porque sabem que os meninos falam.
  2. Você perde seu testemunho (Mt. 5:13). Muitos jovens ficam porque dizem que "todo mundo faz". Mas a Palavra de Deus nos adverte contra sermos conformados com este mundo (Rm. 12:2). Ter um testemunho implica em ser diferente! O sal que perde seu gosto não vale para mais nada. Onde estão os jovens de garra e fibra como José e Daniel, que resistiram tentação no poder do Espírito?
  3. Você se sente sujo, usado, e culpado (Pv. 5:10-13). O jovem em Provérbios 5 reconhece sua insensatez em não dar ouvidos para seus pais e conselheiros. Pena que foi tarde demais. Tenho falado com muitos jovens que confirmam que se sentiram explorados depois de "ficar". Veja citou um psicólogo que afirmou sobre o "ficar" "Nem tudo está perfeito. As meninas ainda têm culpa e os rapazes não estão acostumados a simplesmente ficar. . . Isso quer dizer que os próprios jovens acabam se confundindo . . . ficando com um no sábado e com outro no domingo."
  4. Você inicia um processo de dessensibilização e frustração. O jovem que fica corre o grande risco de não poder parar sua subida da "escada biológica". Os beijos levam para abraços, e os abraços para carícias. Ficar parado é cada vez mais difícil, pois as "coisas velhas ficam pra trás". Ouça alguns comentários de jovens entrevistados pela Veja: "Nada é melhor do que transar com quem e quando se quer . . ." "Ficar é ótimo, porque tenho sempre uma companhia diferente. Além disso, preciso aproveitar agora que as meninas estão mais liberais."
  5. "Sexo, para quem fica, não é mais indispensável. Pode-se praticá-lo ou não, depende da vontade." Mas para o jovem cristão que "não tem vontade", ainda pode gerar frustrações interiores que levam a pensamentos impuros, o uso da pornografia, e a masturbação. Mas Deus não nos chamou para estas coisas, e sim para "santificação e honra" (1 Ts. 4:4).
  6. Você estraga relacionamentos no corpo de Cristo (1 Ts. 4:3-8, Mt. 5:23-26). Uma das conseqüências de relacionamentos íntimos baratos é que eventualmente a maioria são desfeitos. Mas muitas vezes isso leva a ressentimentos, mágoas e ódio. Nossas igrejas estão cheias de jovens e adultos feridos por outros membros do corpo para quem não podem nem olhar no rosto, embora uma vez fizeram muito mais que olhar. Fica quase impossível voltar para a "estaca zero" de amizade "inocente" quando já trocaram intimidades. O padrão bíblico é para restaurar estes relacionamentos através do perdão. Mas a medicina preventiva da Palavra é nunca ofender o irmão desta maneira. Provérbios diz "O irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza; suas contendas são ferrolhos dum castelo" (18:19).
  7. Você cultiva um egoismo que pode minar seu futuro casamento. Pessoas que "ficam" aprendem padrões de auto-gratificação, de exploração, e de falta de disciplina moral que no mínimo complicarão seus futuros casamentos, e que poderão facilmente levar à infidelidade conjugal. Isso porque o "ficar" enfatiza os meus desejos, as minhas necessidades, o meu prazer. E depois do casamento? O que impede que estes mesmos padrões continuem? Adquirir padrões de comportamento egoistas é outra conseqüência de "ficar".
As pressões para "ficar" são muito grandes. Mas pela graça de Deus o jovem cristão pode resisti-las. Mas, se alguém já ultrapassou os limites estabelecidos por Deus? Mesmo que alguém já tenha pisado na bola, a graça e a misericórdia de Deus não têm fim (Lm. 3:22, 23).
Hoje pode ser o primeiro dia do resto da sua vida-um novo começo. O plano perfeito de Deus é a nossa santificação. Pela sua graça, colheremos os frutos de uma consciência limpa, amizades profundas, e lares felizes. Estas são conseqüências que realmente valem a pena buscar, resistindo as tentações e pressões para "ficar".
"O negócio é ficar"? Creio que para o jovem cristão, a resposta é não. Para o cristão, "ficação" é mais uma ficção de Satanás.

Pr. Davi Merkh está casado com sua esposa Carol a 22 anos e têm 6 filhos. Leciona no Seminário Bíblico Palavra da Vida, ministra como pastor auxiliar de exposição bíblica na Primeira Igreja Batista de Atibaia, e é autor de 14 livros com temas voltados para ministério criativo e o lar cristão pelas Editoras Hagnos e Atos.

Fonte: Bíblia World Net Jovem - Coluna Filhos e Pais

sexta-feira, 16 de abril de 2010

(Lição 07) Drogas - O que os pais devem fazer?

O que os pais devem fazer ao descobrirem que o filho está envolvido com drogas?
Por Jaime Kemp
1. Não negue suas suspeitas
Por favor, por mais difícil que seja, não escolha ignorar, sufocar ou esconder de si mesmo o temor de que ele esteja experimentando drogas. A droga não escraviza uma pessoa de uma hora para outra. Ela precisa de tempo para tornar alguém dependente e você, pai, pode tomar algumas providências efetivas para tentar ajudar seu filho Não pense que a curiosidade, a fuga, o prazer, a depressão, enfim, aquilo que impulsiona seu filho à droga vai parar num passe de mágica ou quando você ou ele determinarem. Se você não agir rapidamente, estará desperdiçando um tempo precioso.

2. Aprenda a reconhecer os sintomas perigosos que indicam o abuso de drogas
a. perda de energia e ambições
b. declínio significativo no aproveitamento escolar
c. dispersão da atenção
d. comunicação prejudicada - dificuldade até para articular palavras
e. dificuldade para conviver com outras pessoas chegando até a desrespeitá-las, ficando arredio
f. rosto pálido, olhos vermelhos, olhar estagnado, com reações lentas como se estivesse sonolento
g. aparência negligenciada
h. exasperação à menor crítica
i. mudança de comportamento - antes, empreendedor, ativo, competitivo - depois passivo, acomodado
j. amizades misteriosas: telefonemas furtivos, amigos que não se identificam e que nunca aparecem
l. necessidade de ter mais e mais dinheiro. Começam a sumir objetos e quantias guardadas em casa.

3. A dissimulação e a mentira são dois inimigos poderosos
Para vencer esses inimigos do cotidiano do seu filho, você precisa procurar conhecer e conversar com os pais dos amigos dele, com seus professores e com a vizinhança. Não exclua a possibilidade de ter que revelar suas suspeitas e até ser obrigado a pagar o preço de passar por embaraços e constrangimentos.
Pai, talvez você e sua esposa não tenham precipitado seu filho ao abismo das drogas, mas cuidado, seu orgulho pode fazê-lo resistir em admitir um problema seríssimo.

4. Seja coerente com seu filho
Elabore regras claras e justas em três áreas:
a. estipule um "horário de recolher", determine a hora em que ele deve voltar à casa.
b. acostume-o a prestar contas sobre o dinheiro que gasta, seja salário ou mesada.
c. observe atentamente quem são seus amigos, onde ficam e o que gostam e costumam fazer.

5. Mantenha um diálogo sempre aberto com seu filho
Sei que isso nem sempre será fácil; talvez alguns possam considerar uma ilusão, mas garanto que todo empenho, disposição e esforço são valiosos, mesmo que o progresso seja vagaroso e pequeno.
Seu interesse em ajudar seu filho, que está confuso e sendo enganado pela breve euforia fantasiosa da droga, a princípio pode irritá-lo, mas em algum momento seu gesto de dedicação e carinho fará com que ele reconheça seu cuidado, afeto e aceite seu auxílio.
Também julgo importante que os pais formulem um plano de ação, buscando ajuda e conselhos com psicólogos cristãos, obreiros ou pessoas que atuem na área de ajuda ao dependente químico em quem confiem e que reputem equilibradas.

6. Prepare-se para tempos difíceis, porém, não desanime, não desista!
Não se dê por vencido, mesmo que o processo de libertação da droga seja extenuante, lento e de avanços mínimos. Lembre-se, seu amor incondicional por seu filho é uma força muito mais contundente e poderosa do que qualquer droga!

Fumo
Por que os jovens fumam? Entre outras preocupações que os pais carregam em relação aos seus filhos, como por exemplo, sexo antes do casamento, drogas, pornografia, doenças venéreas, álcool, há ainda o vício do fumo.
Informações sobre os efeitos prejudiciais do fumo ao corpo humano acumulam-se nas últimas cinco décadas. Mesmo com todas as evidências conclusivas de que esse vício representa um perigo à saúde, mais que 35% de adolescentes e jovens brasileiros renderam-se aos "prazeres" desse hábito

Na mesma proporção das roupas que o jovem usa, do estilo de cabelo que adota, fumar também revela como ele é. Permita-me sugerir, querido pai, o que acredito que seu adolescente esteja tentando comunicar ao aderir ao vício do tabaco:

- Eu pertenço...
Quase universalmente, a primeira vez que um rapaz ou uma moça experimenta um cigarro é no contexto de um grupo. Em outras palavras, ele começa a fumar por causa da pressão exercida pelos seus colegas.
A nicotina é um tipo de veneno que, geralmente, causa náusea quando são dadas as primeiras tragadas. Então, é necessário muito estímulo e encorajamento da turma para apreciar e perseverar um hábito que, a princípio, pode ser repugnante.

- Eu já cresci!
Poucos adultos avaliariam um jovem pela quantidade de maços de cigarro que ele consome. O adulto estima maturidade pela responsabilidade que a pessoa consegue assumir e cumprir. Por outro lado, para os adolescentes, a maturidade relaciona-se aos privilégios conquistados. Nós, às vezes inconscientemente, comunicamos que fumar é prerrogativa de adulto.

- Eu posso!
Ninguém quer ser passado para trás, ninguém gosta de ser enganado ou menosprezado. Uma das maneiras que uma pessoa encontra para se impor é mostrando-se auto-suficiente, dona de si.
Fumando, ela se sente assim. Até as marcas de cigarro sugerem isso. Uma delas escolheu um fazendeiro forte, ágil, destemido, que domina seu cavalo e conduz o gado com determinação e destreza. Um vencedor! (Só não dizem que, alguns anos após ter feito aquela propaganda, o maravilhoso "cow boy" definhou até morrer de câncer no pulmão!)

- Eu sinto raiva!
Muitos jovens estão crescendo à medida em que a raiva também cresce em seu íntimo. O alvo tem endereços certos, tais como: autoridades, os pais, Deus e, até, eles próprios. Às vezes, quando um jovem está zangado resolve fumar para desafiar, ferir e atingir aos outros e/ou à pessoa de quem sente raiva.

- Eu sou viciado!
Para mim, há um momento em que o vício do fumo toma conta do jovem e é preciso muita força de vontade para reverter o processo. Uma vez que foi ultrapassada a fase inicial e experimental, o resto fica por conta da nicotina, que se torna dona da situação.
O batimento cardíaco, a digestão, a pressão sangüínea, o sono e a temperatura corporal são afetados pelo fumo. Mas a pessoa se acostuma com a droga e, uma vez viciada, fica muito difícil abandoná-la.
A grande maioria dos fumantes gostaria de parar com o vício, mas são impedidos porque não encontram em si mesmos força de vontade, disciplina e motivação necessárias. Obviamente, a nicotina é o fator que impossibilita a pessoa deixar de fumar.

O que fazer quando descobrir que seu filho fuma?

1. Seja exemplo
Pai, se você tem o hábito de fumar, não espere que seu filho se abstenha desse vício. Ele não é hereditário, mas o exemplo do pai geralmente influi para que o filho faça opção semelhante.
Foram feitas pesquisas que comprovam o fato de que um não-fumante recebe a fumaça expelida dos cigarros e também acaba, por tabela, inalando nicotina.

2. A pessoa que fuma não acrescenta nada de significativo à sua vida
Um dos alvos que o pai deve ter é mostrar ao filho como desfrutar a vida e desenvolver-se como ser humano vencedor, sem depender de vícios para realizar-se, impor-se ou encontrar prazer.

3. O fumo sempre prejudica a vida de uma pessoa
O pai deve alertar o filho, desde pequeno, sobre os prejuízos concretos que o fumo acarreta à saúde. Por exemplo, está comprovado por pesquisas médicas que o cigarro diminui o tempo de vida das pessoas. Os próprios fabricantes de cigarro são obrigados a imprimir nos maços um alerta sobre esse risco.

4. Continue amando e aceitando incondicionalmente seu filho, apesar dele estar fumando
De qualquer forma, mesmo que você descubra que seu filho está fumando, ame-o e aceite-o como pessoa, como o filho que você tanto ama, mas deixe absolutamente claro que o vício que ele tem não o agrada porque é prejudicial à saúde dele.
Na verdade existem circunstâncias em que o fumo é o sintoma de algum desajuste ou problema. Assim, ele não é a causa, a raiz que deve ser combatida, mas a conseqüência. Os pais devem ser sensíveis e não descarregar sobre seus filhos sua decepção e desagrado por eles estarem fumando, de forma que isso os impeça de averiguarem o que se esconde por trás desse grito de rebeldia, ou de socorro. Como na maioria das ocasiões em que enfrentamos problemas na nossa vida, o diálogo, a compreensão e o amor são a melhor solução.

Álcool

No estilo de vida da sociedade atual tornou-se praticamente aceitável que os adolescentes bebam. O efeito da bebida alcoólica para as crianças, adolescentes e jovens é pernicioso, destruidor e atinge, também, muitas moças e rapazes cristãos que convivem em nossas igrejas.

Eles aprendem a beber observando seus pais e através do bombardeio impiedoso da mídia. É habitual assistirmos programas humorísticos onde o bêbado surge caracterizado como alguém divertido, engraçado, alegre; em muitos programas de auditório ou shows de entrevistas e música, as pessoas aparecem fumando e segurando uma dose de whisky em suas mãos; geralmente, na maioria das novelas, há um personagem ou outro que não dispensa os pseudos prazeres de um copo.

Aparentemente, é quase impossível isolar e proteger nossos filhos de uma sociedade viciada.
Entretanto, creio que existam algumas formas de prepararmos nossos filhos para enfrentarem essa ameaçadora realidade.

Primeiramente, e como tenho enfatizado incessantemente neste livro, o exemplo é o fator de maior impacto na vida de um filho. O que seu exemplo tem comunicado a seu filho? Você é disciplinado e equilibrado em relação à bebida?

À medida que envelheço reconheço, cada vez mais, que em muitas coisas sou semelhante a meu pai. O círculo continua e agora minhas filhas refletem muito do que eu sou. Que grande responsabilidade pesa sobre os ombros de todos os pais e de todas as mães!

Pai, se você gosta de beber para relaxar ou tornar a vida mais suportável, não se surpreenda se seu filho optar pelo mesmo método para conseguir encontrar "paz". Você será hipócrita se exigir abstinência de seu filho se não tiver, você mesmo, autocontrole.

Em segundo lugar, é essencial dialogar com seu filho sobre o perigo dos excessos com a bebida. O álcool tem sido considerado símbolo de divertimento e prazer, envolvendo seus adeptos numa áurea de refinamento e status, mas não revela com honestidade as mazelas que traz em seu rastro.

Converse com ele sobre os motivos, as carências, as decepções, as frustrações, enfim, o sofrimento e a insatisfação que leva um homem a permitir que a bebida o escravize e vença. Responda correta e adequadamente às perguntas que ele fizer, até aquelas mais embaraçosas, mesmo sobre os membros da família que têm o vício de beber.

Busquem juntos, na Palavra de Deus, o que ela ensina sobre o assunto. Os jovens precisam entender claramente o que a Bíblia quer dizer quando afirma que seus corpos são santuários de Deus (1 Co 6.19,20); quem ou o quê deve controlar sua vida (Ef 5.18,20); o exemplo que ele deve transmitir aos outros (1 Co 10.23 a 11.1); a responsabilidade de ser bom mordomo de seus bens e talentos (Mt 25.14-30).

Já em terceiro lugar, desafio todos vocês a dispensarem a seus filhos um tempo de qualidade que proporcione o desenvolvimento de um relacionamento íntimo com eles. Empenhe-se nessa tarefa desde quando eles ainda são pequenos, mas em especial durante sua adolescência e juventude.

Pai, se você for amigo íntimo de seu filho, ele terá liberdade e confiança para compartilhar com você seus conflitos, dúvidas e alegrias.

Amado leitor, é sábio prevenir os problemas e dedicar-se a um filho procurando orientá-lo a fim de que ele evite e fuja do mal. Mas o que você fará se um dia alguém o trouxer para casa carregado, bêbado, desnorteado? Qual deve ser a resposta de um pai ao constatar que seu filho é um alcoólatra?

Mesmo quando esmagados pelas evidências, muitos pais negam o envolvimento de seus filhos com o álcool e/ou drogas. Alguns, quando se convencem e reconhecem o problema, procuram um culpado, muitas vezes os amigos, a escola, etc. É verdade que os amigos são uma influência poderosa na vida dos adolescentes e jovens, mas essa dificuldade, em particular, diz respeito a seu filho e não adianta procurar apontar culpados. Se os pais continuam obstinadamente cegos, se insistem na negação, isto só agrava e retarda a possibilidade de solucionar o problema.

Por outro lado, há pais que explodem, esbravejam, descontrolam-se afetando seriamente sua relação com os filhos e, até mesmo, afastando-os de si, quem sabe definitivamente, precipitando-os a afogar suas dores e frustrações em mais e mais bebida. Concordo que esta pode ser, perfeitamente, a resposta de um pai que se sente malogrado na sua função paterna, decepcionado, entristecido, fracassado, culpado ao ver seu filho derrotado pelo álcool. Entretanto essas reações só atropelam ainda mais o caminho para o arrependimento e para a cura.

Se for a primeira vez que seu filho tem esse procedimento, converse amorosamente com ele e tente entender o porquê de ter acontecido. Verbalize seus sentimentos sem agressividade, sem acusações ou ataques. Mesmo que isso tenha ocorrido várias vezes, seja: "... pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar" (Tg 1.19). Seja rápido para perdoar e: "Sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou" (Ef 4.32).

Isso não quer dizer, que o filho não será disciplinado de alguma maneira ou não arcará com as conseqüências de seus atos. Mas seu principal propósito será o de sempre manter a linha de comunicação desimpedida e, ao lado dele, procurar uma resposta e solução para o problema.

Responda sinceramente: você está mais preocupado com tudo que ele está passando ou com o que isso pode representar à sua reputação e imagem pessoal e familiar perante seus amigos e conhecidos? Talvez você sinta culpa, ansiedade por ter cometido erros na educação do seu filho e ache que esses erros são a causa de tudo o que está acontecendo. Os pais devem ter o cuidado de não carregarem tal culpa, mesmo entendendo que erraram em vários aspectos enquanto criavam seus filhos. Tal sentimento não leva a lugar algum.

O fundamental é que seu filho sinta que você o ama e o aceita e quer o melhor para ele, mesmo que isso macule a sua reputação e imagem como homem e pai. A atração e envolvimento que uma criança, adolescente ou jovem sente pela bebida, geralmente é o sintoma perceptível de um problema interior que permanece sufocado em uma baixa-estima, na profunda necessidade de ser aceito pelos colegas ou porque ele não consegue lidar satisfatoriamente com algum problema que o atormenta.

Os pais devem aproveitar essa crise na vida dos filhos para confirmar seu amor e aceitação. Abrace-o e diga-lhe o imenso valor que ele tem para você. É através das crises da vida que é possível acontecer a transformação de relacionamentos e aprofundar a comunicação e o amor entre todos da família.

É normal os pais colocarem esses fardos às costas e os carregarem sozinhos, receosos sobre o que os outros pensarão se descobrirem o que está acontecendo. A Bíblia conclama que levemos as cargas uns dos outros (Gl 6.2). Penso que, às vezes, é mais fácil levar a carga de outra pessoa do que nos abrirmos para compartilhar nossas dores.

Compartilhe suas necessidades, angústias e dores seletivamente, com um pastor, amigo cristão, que seja aberto, compreensível e confiável. Você precisará de orações, conselhos e até de informações. Muitos têm enfrentado experiências semelhantes à sua, e a igreja é fortalecida quando se torna um hospital onde as pessoas são tratadas, curadas e recebem o carinho e o amor de seus irmãos.

JAIME KEMP é atualmente diretor da Sociedade Religiosa Lar Cristão. Foi missionário da Sepal por 31 anos e fundador da Missão Vencedores Por Cristo. É conferencista e autor de 33 livros. Aceita convites para seminários e palestras.

Fonte: Bíblia World Jovem – Coluna: Filhos e Pais